Repensando a mentalidade analógica no varejo

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Rebecca Wine
por Rebecca Wine
As ferramentas digitais podem ajudar os varejistas a melhorar a forma como criam e gerenciam suas campanhas promocionais. Mas simplesmente acrescentar tecnologia nova aos processos existentes nem sempre gera resultados melhores. Uma abordagem digital first significa adaptar fluxos de trabalho, responsabilidades e gestão de dados para aproveitar melhor os canais digitais.

O que é uma abordagem digital first?

Os varejistas usam campanhas promocionais para comunicar ofertas, atrair clientes e impulsionar as vendas.

Tradicionalmente, muitos varejistas contaram com folhetos, catálogos e encartes impressos para alcançar os clientes. À medida que surgiram outros canais, como a publicidade na TV e as plataformas digitais, eles foram incorporados às ações promocionais.

Muitos líderes do varejo ainda acham que sucesso digital é só otimizar o lucro do e-commerce, mas estão deixando de ver o quadro completo.

Uma abordagem digital first vai além de acrescentar canais digitais às campanhas existentes.

Significa considerar as oportunidades digitais ao planejar e gerenciar as atividades de toda a empresa, tanto online quanto offline.

Desafios comuns na migração do impresso para o digital

Adotar uma abordagem digital first costuma exigir mudanças nos fluxos de trabalho e nas responsabilidades atuais.

Como exemplo, vamos ver como a mentalidade analógica pode causar problemas na adoção de uma ferramenta para criar catálogos digitais a partir do fluxo do PDF de impressão.

1. Responsabilidades pouco claras

Os catálogos digitais costumam envolver várias equipes. O marketing pode ser responsável por criar o catálogo, enquanto o e-commerce ou a equipe de campanhas digitais cuida da distribuição.

Sem responsabilidades claras e metas compartilhadas, os catálogos digitais podem acabar sendo tratados como extensões do folheto impresso, e não como formatos pensados para o digital.

Pontos de atenção:

  • Defina as responsabilidades de cada equipe.
  • Estabeleça metas compartilhadas para as campanhas digitais.
  • Crie os catálogos pensando em dispositivos digitais, principalmente o celular.

2. Fluxos de trabalho pensados para o impresso

A produção impressa tradicional pode levar de 8 a 12 semanas, envolvendo várias equipes e etapas de aprovação. Esses fluxos dificultam a atualização rápida das campanhas.

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As campanhas digitais permitem mais flexibilidade, mas só se o processo de produção acompanhar.

Pontos de atenção:

  • Revise os fluxos atuais para identificar etapas desnecessárias.
  • Automatize tarefas repetitivas sempre que possível.
  • Facilite a atualização do conteúdo promocional quando necessário.

3. Dados de produto e relatórios desconectados

Quando as informações de produto são gerenciadas manualmente ou ficam espalhadas por sistemas diferentes, manter os catálogos digitais atualizados pode tomar muito tempo.

Usar dados de produto conectados e relatórios compartilhados ajuda as equipes a trabalhar com mais eficiência e a medir o desempenho das campanhas de forma consistente.

Pontos de atenção:

  • Use feeds de produtos para manter preços e informações de produto atualizados.
  • Reduza processos manuais com automação.
  • Alinhe relatórios e KPIs entre as equipes.

Resumo: repensando a mentalidade analógica no varejo

Migrar do impresso para o digital exige mais do que adotar uma nova tecnologia. Os varejistas precisam repensar fluxos de trabalho, responsabilidades e gestão de dados para aproveitar ao máximo uma abordagem digital first.

Três desafios comuns podem atrasar essa transição:

  • Responsabilidades pouco claras
  • Fluxos de trabalho focados no impresso
  • Dados e relatórios desconectados

Como exemplo, vimos como esses desafios podem aparecer, e ser amenizados, na adoção de uma ferramenta para criar catálogos digitais a partir do fluxo do PDF de impressão.

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